26
Sep

CQC РNem ṭo bom assim

Você já deve ter assistido o programa daquele cara do “Mas porque sim não é a resposta”, o Marcelo Tas.

Marcelo Tas

Marcelo Careca Feliz Tas

Foto do site: http://rn.softwarelivre.org

Pois bem, eu tenho que confessar. Nunca ri do CQC. Nunca ri de nenhum apresentador nem de nenhuma piada. No início, quem acompanhava o programa e era blogueiro sempre estava ali postando algo que viu, algum vídeo do youtube, entrevistas, etc. Meu Twitter era invadido de twittadas sobre o CQC, eu não entendia o motivo. Na época eu tinha resolvido assistir e me decepcionei. O CQC ( que teve sua estréia no dia 17/03/08 ) não inovou em nada. Na minha opinião ele tirou o foco do Pânico na Tv, claro, mas basta lembrar que no início do Pânico, era a mesma ladainha enxurrada de comentários exaltando o programa do Emílio Surita. O que aconteceu foi a repetição dos quadros e com alguns meses ou talvez um ano o Pânico já era chato e hoje com o CQC há quem diga ser o melhor programa da TV brasileira.

Agora os meus argumentos:

O CQC não conseguiu inovar tanto quanto o Pânico na época, porque não passa de uma vertente do CQC que já existe há 13 anos, o CQC “Caiga quien caiga” da Argentina. Conhecido e fazendo sucesso há 13 anos, o programa fundado por Mario Pergolini é o pesadelo dos políticos argentinos. Se no Brasil os repórters são barrados, na Argentina, os jornalistas do programa têm livre acesso ao casal presidencial e são os únicos repórteres com quem Cristina Kirchner dialoga.

Mario Pergolini no meio e clássica pose-cqc.

Segundo a Revista da Tv:

Durante o governo Menem, o ”CQC” foi um dos principais inimigos do ex-presidente, que jamais pensou ser vítima de uma perseguição tão intensa por parte dos jovens repórteres de óculos escuros (marca registrada do programa). Pergolini e sua equipe seguiram Menem e seus colaboradores por todos os lados e eram capazes de fazer perguntas impensáveis para um repórter de qualquer jornal do país. Por exemplo: “O senhor vai devolver todo o dinheiro que está roubando?”.

Os políticos argentinos ficavam perplexos e depois de um tempo fugiam ao ver a equipe do CQC. Com a chegada de Fernando De La Rua à Casa Rosada, em 1999, Pergolini pensou em pôr fim ao programa, pois imaginou, segundo ele mesmo reconheceu, que o novo governo não teria muita graça. Grave engano. De La Rua conseguiu ser mais interessante do que Menem, do ponto de vista jornalístico.

Para a realização do programa, a produtora Eyeworks Cuatro Cabezas instalou-se no Brasil, em São Paulo e começou a atuar dia 11/02/2008. Segundo a Band, a produção é da própria emissora, mas a Cuatro Cabezas participa, já que tem o know-how do formato. O programa de humor é exibido na Argentina desde 1995 e conta com versões na Espanha, desde 1996; Itália, desde 1997; e Chile, desde 2002. A Cuatro Cabezas já pensa numa versão para os EUA.

O CQC tem seu mérito, claro. O Marcelo Tas quando se compromete com algo eu sempre acredito que possa dar certo. Talvez o CQC Brasil ainda ganhe o seu prestígio com os anos isso se durar alguns anos e passe a ser respeitado também. Eu particularmente duvido muito.

Ficou curioso em ver o CQC Argentina? Pois eu separei uma edição do programa bem legal. O dia que Evangeline Lilly e Dominic Monaghan foram entrevistados. Esses dois, pra quem não sabe, são respectivamente a Kate e o Charlie do seriado Lost. Sim, também fiquei espantado quando soube. Nada mais estranhos que um dos dois personagens que menos contracenaram entre si durante todas as 4 temporadas hoje são noivos. NOIVOS!

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Eu não podia perder a piada:

A Bela e o Hobbit

Charlie, que antes era meu segundo personagem favorito, agora se tornou o primeiro.

Foto por: http://dudewearelost.blogspot.com

Então, aqui a edição:

Nesse dia Evangeline ganhou um vinho argentino e um barbeador. Dominic foi desafiado para uma disputa no playstation.

Confira:
Blog do Marcelo Tas e clicando aqui veja o dia que ele citou a estréia do programa.

CQC argentino gravado durante a derrota do Brasil na Copa de 2006, clique aqui para assistir.

Blog do CQC

13 Responses to “CQC – Nem tão bom assim”

  1. Não acrescenta em nada ao post, mas fontes seguras me dizem que vangeline Lilly e Dominic Monaghan terminaram há um tempo o noivado, mas parecem estar vivendo um revival. :P

    Quanto ao CQC, ainda não assisti. Será tão fraco assim mesmo?

  2. Sou obrigado a confessar que o programa também andou me decepcionando muito no quesito inovação.
    No começo, para falar a verdade, achava bastante interessante. Acabou caindo na mesmice…
    Perdi o interesse em assistir.

  3. Bantu says:

    1° Parabéns pelo Blog, muito bom mesmo. congeci hoje pela NanoBarra, é uma pena que blogs tão bons quanto o seu não sejam devidamente reconhecidos.

    2° Acho o CQC um bom programa de tv, comparado a todos os outros da nossa tv aberta, é claro que esta muito longe do ideal, mas como vc bem disse conta com o Marcelo Taz e, Marcelo Taz é Marcelo Taz =D.

    3° Realemnte não sei se o prgrama vinga ou não, mas mesmo que de uma forma “kibada” ao menos em solo tupiniquim, é vanquarda e espero que novos programas, criativos realmente inteligentes apareção a partir de agora.

    Até.

  4. Obrigado pelo elogio, amigo!

  5. Sara says:

    O CQC é ruim? Receio te perguntar qual programa é bom.

  6. Sara, o intenção do post foi mostrar que se o CQC é tão querido, ele pode se tornar um programa que mereça essa atenção toda. O título do post é até brando “nem tão bom assim”.
    Você me perguntou um programa bom, há vários.
    http://www.tvcultura.com.br/metropolis/
    http://www.tvcultura.com.br/detalhe.aspx?id=98

    Um dos melhores:
    http://www.tvcultura.com.br/provocacoes

    http://www.tvcultura.com.br/detalhe.aspx?id=656
    http://www.tvcultura.com.br/detalhe.aspx?id=376

    E olha qu eu nem saí da Cultura ;D

    Abraços e obrigado pela opinição.

  7. Antes de mais nada, parabéns pelo excelente blog. Curti muito seu trabalho e já adicionei lá entre os favoritos do Zine Acesso.
    Sobre o CQC, eu tenho uma opinião diferente. Concordo que o programa está muito longe do original argentino e que as vezes apresenta alguns quadros bem sem graça. Mas mesmo assim o programa tem momentos sensacionais e inteligentes. Muito diferente do que temos hj em dia na TV (salvo raras excesões).
    Torço para que continuem no ar por um bom tempo… eu me divirto bastante com eles.

  8. Muito obrigado pelo elogio, André. O Zine Acesso é visita obrigatória!

    :D

  9. Jaja says:

    =D Até que enfim alguém acha o que eu acho.
    Eu não gostei do CQC. Era até gozado ver o pessoal em casa rindo e eu que nem uma múmia, só assistindo ao programa e séria.
    Francamente, o formato é copiado, o estilo também… Marcelo Tas surpreendia justamente pelas novas propostas de multimídia, até que chegou o CQC, que não é original e apenas “bota banca” de intelectualizado.
    Os comediantes são sem graça, são um bando de “stand-up comedians” apelativos, o Tas está mais histérico do que nunca (grita, grita, grita…). Daqui a pouco vão estar parecidos com aquela porcaria de Pânico.

  10. [...] pode ser mais uma obra da Tv Carbono. Eu cansei de ver gente se dando bem com a criação alheia. Nesse texto sobre o CQC eu mostrei que o programa é bom, mas nem tão bom assim quanto o original argentino. Porque sempre [...]

  11. HUGe says:

    A questao do CQC nao é inovar
    a ideia eh essa mesmo
    entrevistar politicos e ver o quao cara de pau sao
    a entrada deles no congresso eh barrada
    pelo fato de politicos brasileiros terem
    algo preso entre suas maletas
    e quem dira cuecas
    ja na argentina
    o povo protesta mesmo
    e se forem barrados obvio que havera protestos
    ta ai
    ate um dia

  12. renato says:

    cqc é muito chato sem graça marcelo taz é muito feio rediculo.

    nao consigo nem assistir

    busque no youtube ronald rios detonando o cqc

    esse video sim e imgraçado

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