
Não se engane com esse rosto aparentemente feliz aà em cima, na verdade essa foto é uma novidade pra mim. O sorriso não é nada comum nas fotos onde Damien Rice aparece. E personalidades melancólicas são comigo mesmo.
Damien nasceu em 7 de dezembro de 1973, em Celbridge, no condado de Kildare (Irlanda). É o segundo dos três filhos de George e Maureen e sempre foi considerado a ovelha negra da famÃlia. Mas antes de falar sobre vida e carreira, preciso voltar 3 anos, precisamente em Julho de 2006.
Era um domingo, eu havia chamado uma garota pra sair. O primeiro encontro que se tornou um namoro de verdade! Nessa tarde a gente assistiu algum filme, não lembro qual, depois caminhanos pelo Shopping. O meu destino sempre era uma loja de cds no segundo andar, decoração amadeirada, luz baixa, linda! Hoje não está mais lá, é uma loja de roupa qualquer. Nesse dia entrei e fui mostrando os detalhes na parede à minha acompanhante. Parei por um instante e perguntei: Que música tá tocando hein? A resposta foi Older Chests do Damien Rice. Fiquel maluco ouvindo aquilo! Uma voz incrÃvel tocando um violão folk e sendo acompanhando por outra voz incrÃvel, no fundo um super violoncelo pra deixar qualquer um estático enquanto ouve. Voltei pra casa ainda levemente influenciado pelas poucas faixas que ouvi do álbum com capa desenhada à mão. Depois daquele dia, Older Chests passou a ser a nossa música, pelo menos enquanto o namoro durou. Cheguei em casa e passei ainda 2 dias pra conseguir baixar o cd completo. Ora, o ano era 2006! Quando ouvi faixa por faixa parei em “The Blower’s Daughter” e tentei ligar pra 3 amigos: Lorena, Marina e Darwin; todos que assistiram em 2004 o filme Closer comigo no cinema. Se alguns deles por acaso tivesse atendido eu provavelmente teria gritado ENCONTREI O CARA QUE CANTA O TEMA DE CLOSER.
Ok, retomando a biografia:
No começo dos anos 90, Damien se juntou com alguns amigos do colégio e formou a banda Juniper. Compôs e escreveu todas as canções e chegou a lançar dois singles na Irlanda durante 1998, “The World Is Dead” e “Weatherman”. Gravaram um álbum em 1999 pela gravadora Polygram. Porém, atritos e pequenos conflitos internos fizeram com que ele deixasse a banda, oito anos depois de sua formação. Os outros integrantes continuaram juntos, formando o Bell X1.
Em março de 99, Damien Rice decidiu largar tudo e se mudou para a Toscana, na Itália. Passou a viver do que plantava e se sustentava cantando na rua. Cantar nas ruas não lembra outra pessoa? Sim, pra quem conhece e/ou assistiu Once, a história de Glen Hansard é bem parecida. Essa experiência mudaria a vida de Damien. No ano seguinte ele voltou para Dublin, juntou-se, com Lisa Hannigan (com quem dividia os vocais em algumas canções), Vyvienne Long no violoncelo e tocando piano em algumas músicas, Shane Fitzsimons no baixo e Tomo na percussão. Grava em seu próprio quarto (o que explica a sonoridade um pouco lo-fi) as canções que irão compor o álbum “O”. Nas letras, Damien se mostra um pouco misterioso, melancólico e com uma carga emocional bastante forte. A faixa Amie, nome de uma ex-namorada, assim como em outras músicas, traz trechos de sua vida que jamais foram explicados:
Amie come sit on my wall
And read me the story of “O”
And tell it like you still believe
That the end of the century
Brings a change for you and meAmie, por Damien Rice
Em outras canções, mostra um homem que aparentemente foi abandonado.
Well I don’t know if I’m wrong
Cause she’s only just gone
Here’s to another relationship
Bombed by excellent breed of gamete disease
I’m sure when I’m older I’ll know what that meansThe Professor, por Damein Rice
Cheers darlin’
Here’s to you and your lover boy
Cheers darlin’
I got years to wait around for you
Cheers darlin’
I’ve got your wedding bells in my ear
Cheers darlin’
You gave me three cigarettes to smoke my tears awayCheers darlin’, por Damien Rice
O cantor esperava que o álbum não vendesse mais que mil cópias, mas “O†alcançou a marca de 2 milhões de álbuns vendidos.
imagem via LyricsKeeper
Em 2008 ele participou com uma música no álbum chamado Canções para o Tibete, que é uma iniciativa para tratar da situação dos direitos humanos no Tibete.
No VÃcio da Semana de hoje eu toquei:
1 – 9 crimes (Damien & Lisa Hannigan)
2 – The Professor
3 – Woman Like a Man (Damien & Lisa Hannigan)
4 – Amie
5 – Delicate
6 – Volcano (Damien & Lisa Hannigan)
P.s: Se você acompanha os posts da tag VÃcio da Semana, pode achar o texto um pouco exagerado, mas eu posso explicar. As bandas ou os músicos que eu escolho pra comentar normalmente são aqueles que de alguma forma estiveram presentes nos melhores momentos da minha vida. Não faço posts baseados em pautas ou seguindo tendências, eu simplesmente abro o editor de texto e escrevo.
William Fitzsimmons é um cantor e compositor de Pittsburgh, Pensilvânia (EUA). Seus dois primeiros álbuns “Until When We Are Ghosts” e “Good Night” foram gravados e produzidos por ele em sua antiga casa. Com algumas canções lo-fi, mas sem perder a qualidade, eu diria. Desses dois álbuns, o cantor se destacou com “Passion Play” e “Please Don’t Go” frequentemente tocadas no seriado Grey’s Anatomy.
Apesar das canções indo para a tv, a fama de William começou na internet, com seu Myspace. O que já virou tendência entre o público alternativo. Há um tempo era mais fácil conhecer bandas novas em redes sociais como o Myspace, mas hoje é cada vez mais comum o artista mais tocado na rádio ter o próprio Myspace. Particularmente acho isso insuportável! Tem Inimigos da HP na home. Tirando o fato da época mais ridÃcula ever, quando o programa Ãdolos invade tudo!

Deixando o desabafo de lado.
Os pais de William eram cegos, porém com um diferencial, eram músicos. Educado pela mãe com toda a musicalidade de James Taylor, Joni Mitchell, Bob Dylan e Simon & Garfunkel, William Fitzsimmons foi criado em um ambiente sonoro. A casa onde o cantor cresceu foi preenchida com uma enorme variedade de sons para substituir aquilo que os olhos de seus pais não podiam ver. Pianos, guitarras, trombones e até um órgão clássico, que seu pai com as próprias mãos.
O álbum Good Night foi todo escrito em cima da sua história de vida mesclada com o perÃodo do divórcio dos pais. Seu último álbum The Sparrow & The Crow, de 2008, tem como pano de fundo o seu divórcio.
Na continuação do post separei 8 canções da carreira de William Fitzsimmons. Um blog (que eu agora não lembro) me linkou no VÃcio da semana #4 e classificou como Podcast. Se essa série de post é um Podcast ou não, eu não sei. Aprecie a seleção de músicas!
[Continuação do post]

Dia 19 de janeiro desse ano, o usuário QuarterPastWonderful do youtube disponibilizou um vÃdeo produzido por Yuval & Merav Nathan. O vÃdeo é em Pixilation, uma técnica de animar atores ou objetos, capturados quadro a quadro como fotografias e, assim, unindo-as como animação.
A canção é do cantor Oren Lavie. Teve gente nos comentários do vÃdeo que chorou. É realmente lindo, eu garanto alguns minutinhos de paz assistindo a esse vÃdeo.
Algumas informações: Smelly Cat.

A banda Friendly Fires, mesmo fazendo aquele tÃpico indie rock inglês, se destacou em 2008 com um dos melhores álbuns indie do ano (considerado o melhor por alguns crÃticos). A maior diferença neles é o uso dos sintetizadores, que em algumas músicas, criam uma nova melodia por trás do vocal deixando a música muito mais dançante.
O som eletrônico presente na música não é exagerado, ou seja, não é capaz de anular o rock da banda. Um bom exemplo do som dos caras é o novo clipe dirigido por Clemens Habicht e produzido pela Nexus Productions. Ele explora os tons monocromáticos com a roupa preta dos músicas e 10 mil bolinhas em um cenário pequeno. O efeito é incrÃvel, confira.

Você pode ouvir as 13 canções que eu selecionei para o álbum fictÃcio "A melancolia de John Frusciante" na continuação do post.
Como deu pra perceber, resolvi postar todas as colunas do blog de uma vez (perceba a numeração no tÃtulo dos posts). Um novo vÃcio da semana não sai faz tempo e olha que música é um dos assuntos que eu mais gosto de escrever. John Frusciante apareceu aqui pela primeira vez no post Óculos nerds são sempre mais legais, ganhando na eleição que fiz com a enquete “Quem melhor usa óculos nerd com estilo”. A enquete saiu do ar depois que 60 pessoas responderam.
Conheci o trabalho solo do guitarrista da banda Red Hot Chilli Peppers (RCHP) em 2004. Mal sabia eu que aquele ano ainda seria o maior e o mais produtivo na vida de John. Mais antes, vamos voltar alguns anos.
John nasceu em Nova York, em 1970 e se mudou bem pequeno para a Califórnia onde viveu o american way life regado com skate e punk rock. Aos 16 anos ele se muda para Los Angeles já pensando em seguir carreira de músico. Reza a lenda que John começou a tocar com 9 anos, mas a versão oficial aceita pelos fãs é de 11 anos. Depois de ir ao primeiro show do RCHP, ele passa a ver Hillel Slovak (o guitarrista original da banda) como um Ãdolo, assim os pimentas tinham um grande fã (já que na época a banda não era famosa) e que mais tarde se tornaria a base de toda a criatividade da banda.
O ano fatÃdico para a banda foi 1988 com a morte de Slovak. Aquele ano seria o pior e ao mesmo tempo o melhor para o grupo. Um baterista amigo de John convidou Flea (baixista do RCHP) para tirar um som (expressão para ensaiar, tocar junto ou apenas fazer barulho). A quÃmica entre o baixista e o guitarrista foi notável. Quando Flea chamou Anthony Kiedis (vocalista do RCHP) para ouvir John tocar eles decidiram que aquele garoto de 18 anos deveria ser o novo guitarrista do Red Hot Chilli Peppers. No ano seguinte (1989) o álbum Mother’s Milk era gravado, fazendo a banda entrar para o hall das maiores bandas do mundo.
O começo do quase-fim.
Depois de Sid Vicious, Ian Curtis e Kurt Cobain, o preceito live fast, die young pareceria destinado ao guitarrista. Turnês mundiais, rock e drogas atraÃam Frusciante, mas a fama não o fazia feliz. Na turnê do Blood Sugar Sex Magik ele se afasta com depressão e o dilema Kurt Cobain o ataca. O sucesso e o constante assédio dos fãs fizeram o guitarrista se isolar completamente. Ele não usou uma arma para acabar logo com a vida, mas de 1992 até 1997 as drogas quase o mataram diversas vezes. Nesse perÃodo nasceram dois álbuns, Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt (1995) e Smile From The Streets You Hold (1997), os piores discos da carreira do artista. O segundo foi gravado para comprar drogas com o lucro das vendas. Anos mais tarde o guitarrista negou a si mesmo essas duas obras, pois representavam um passado obscuro que ele não gostaria que se repetisse.
Mente afetada e ainda em depressão, o final de 97 foi marcado pela decisão de largar as drogas. O ano de 98 começa com a fase da recuperação. Cirurgias de recuperação facial, substituição dos dentes que ameaçavam sua saúde devido a uma infecção letal, apoio moral e a ajuda dos amigos Flea e Anthony Kiedis reconstruÃram a vida do guitarrista. Kiedis até comprou uma guitarra para o músico voltar a tocar, pois ele havia vendido todas, até mesmo a própria casa.
1999 é gravado o álbum Californication, o maior da história da banda.
O retorno e a consolidação.

Com o RHCP, Frusciante lança By the way (2002) e Stadium Arcadium (2006).
Em 2001 John se dedica a gravar água por 10 dias. O quê? Assim foi chamado o álbum To Record Only Water For Ten Days, o começo da alavanca na carreira do músico. O álbum foi gravado paralelamente ao By the way.
Voltamos então ao ano de 2004, quando John Frusciante entra na minha vida e vira não só um músico a quem eu me decido a ouvir, JF virou um estilo de vida (se me permitirem falar assim). Além da banda Ataxia, projeto com Joe Lally e Josh Klinghoffer (um misto de experimentalismo, psicodelismo e outras viagens,) no último semestre daquele ano, aqui no Brasil não se comentava tanto, mas nascia uma das melhores coletâneas de discos que só 2 anos depois eu possuiria completa. Frusciante grava 6 álbuns épicos em carreira solo, um boom de criatividade que até hoje não vi se repetir com tamanha maestria e genialidade. Shadows Collide With People se tornou objeto de análise, músicos em todo o mundo estudavam suas canções e o youtube se encheu de vÃdeos com interpretações cover de Every Person e Ricky, duas incrÃveis canções. Assim como o álbum Curtains que carrega Anne e The Past Recedes, verdadeiros hinos.
- Shadows Collide With People
- The Will To Death
- The DC EP
- Inside Of Emptiness
- A Sphere In the Heart of Silence
- Curtains (lançado em 2005, mas como eu disse, gravado em 2004)
Esse último álbum citado foi onde John mostrou mais intensamente sua melancolia. Eu acredito que as mais belas canções são tão bem as mais tristes. E foi com sua voz em primeiro plano, violões e um piano que ele mostrou como fazer um álbum que merece ser citado com um dos melhores dessa década.
Durante seus quase 40 anos (completa 39 dia 5 de março desse ano), John foi músico, poeta e pintor. Suas canções contém um lirismo totalmente diferente do que ele faz no RHCP. Veja aqui suas canções traduzidas.
Você me leva pela mão
Uma mão é tudo o que eu sinto agora
Isso é tudo o que sou
Isso é tudo o que eu sou
Você acha que eu sou um homem
Eu imploro para diferir
Por eu ser ela mais do que eu sou eu
Você sabe que esse momento com o tempo
É a minha vida inteira
Todo dia é cada dia que é passado
Toda pessoa viva é todo mundo que está morto
Um navio distante
Está aqui se eu desenhá-lo
Multiplicando o tempo por deixá-lo seguir
Você pinta uma estrela
Você concedeu há muitos anos atrás
Vida nova e isso foi apreciado por isto
Você sabe que esse momento com o tempo
É a minha vida inteira
Todo dia é cada dia que é passado
Toda pessoa viva é todo mundo que está mortoEvery Person (tradução)
John Frusciante
No fim desse mês sai o novo álbum, The Empyrean. Os álbuns de John chegam a ser completamente diferentes entre si. Não tenho idéia do que vem por aÃ. O cara que um dia gritou Life is so saaaaad, life is sooo saaad em uma canção ou:
à todos os homens:
Vocês não precisam de ninguém
Apenas aguentem firme até o final
E você não tem que mesmo que parecer estar bemAscension (trecho traduzido)
John Frusciante
Bem que ele poderia aparecer com o mesmo otimismo de outras canções: “I feel the hope running low”.
A seguir ouça uma por uma das 13 canções que eu selecionei para o álbum fictÃcio A melancolia de John Frusciante e o link para baixar o pacote com todas as músicas se encontra no final do post.

Israel Kamakawiwo’ole, de hokulea.
Israel Kamakawiwo’ole é um desses seres iluminados que vivem pouco aqui na terra. Ele foi um cantor havaiano muito popular onde nasceu. Usava também o nome Braddah IZ.
Israel sempre chamou atenção não só pela música ou pelas letras que exprimiam o amor, mas também pelo seu jeito carismatico. Era conhecido como o Gigante Gentil por uns ou Delicado Gigante por outros. Um de seus álbuns mais famosos foi Facing the Future, de 1993, trabalho que o lançou para a fama mundial. Nesse disco ele canta o tema Over the Rainbow junto com a música What a Wonderful World, uma versão que mistura dois clássicos dos E.U.A. gravado apenas com sua voz suave acompanhada pelo seu ukelele (um instrumento semelhante a um cavaquinho, mas com som peculiar). Essa música também aparece em trechos do filme : Como se fosse a primeira vez.
Ao longo da sua carreira musical, Israel passou por muitos problemas de saúde devido ao seu peso, chegando a pesar 343 kg em um corpo de 1,88m. Faleceu aos 38 anos devido a problemas respiratórios causados pela obesidade mórbida. Porém em todos os cantos do Havai, ainda se escuta a música dele.
P.s. Eu optei por aportuguersar o termo HavaÃ.
23hrs. e 36min.
Acabei de chegar do show da Fernanda Takai. A mulher é muito fofa. O show foi a abertura do festival Ecos de 68 realizado na Concha Acústica da UFC. Ela começou o show com Ta-HÃ, lindamente só a capelinha pra então dar a deixa e a banda entrar. A segunda já foi a música de trabalho Diz Que Fui Por AÃ. O barato do show é que o cd dela da carreira tem no máximo 40 minutos, então ela escolheu algumas canções pra tocar a mais. Um bônus. Quase faço um aborto espontâneo quando ela cantou Ordinary World em ritmo de bossa nova, da banda Duran Duran
. A turnê do Onde Brilhem os Olhos Seus
ainda vai rodar muito.
Confira a agenda dela do mês de maio e junho:
28/05/2008: Fernanda Takai concorre ao Prêmio Tim, Rio de Janeiro, RJ
29/05/2008: Discoteca MTV Pato Fu Isopor, 00:15h, MTV Brasil
31/05/2008: Show no Festival da Mantiqueira – diálogos com a leitura, bate-papo 17:00h, show 22:00h, São Francisco Xavier, SP












