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A literatura dos microtextos no Twitter

Originalmente postado na comunidade Bar do Escritor. Para o melhor entendimento dos membros o tutorial foi feito de forma simples.

E aí meus bons e queridos escritores!

Para os novatos que não sabem, eu sou o moderador [p].

Queria pedir uns minutos da atenção de vocês.

Praticamente todos aqui possuem blog aqui e isso vai ser de uma grande ajuda na divulgação de textos e todo material criado por vocês.

1 - Estou convidando vocês para conhecerem o Twitter: www.twitter.com

Para explicar o que é o Twitter, vou usar das palavras de um monstro da blogosfera, o Ney do Interney:

Pra começar você entra no site http://twitter.com, cria uma conta e diz o que você está fazendo no momento. Pra ficar mais interessante é legal seguir seus amigos (entrando na página deles e clicando em follow). Cada vez que você adiciona um amigo você começa a receber as mensagens deles. Quando você envia uma mensagem, todo mundo que te segue recebe a sua mensagem. Para enviar uma mensagem especificamente para uma pessoa coloque @usuariodapessoa no começo da sua mensagem. Esta também é uma forma de forçar/faciliar alguém a ler sua mensagem, pois se ele não te segue ele não lerá o que você escreve. As mensagens desse tipo aparecem numa pasta em separado chamada Replies http://twitter.com/replies. Mais detalhes de configuração você encontra nesse artigo do G1.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL402571-6174,00.html

Ok, se alguém tem mais alguma dúvida eu vou tentar resumir: após criar a conta, escolher o login e senha você procura pessoas que possuem um twitter, o meu por exemplo: http://twitter.com/prestobarba a partir daí vc clica em Follow e pronto.

Na sua home: http://twitter.com/home você vê todas as mensagens dos seus amigos. São como recados do orkut, a diferença é: se você quiser mandar uma mensagem pra mim, você diferencia usando o @, por exemplo:

@prestobarba oi, to testando o twitter

No Settings: http://twitter.com/account/settings você configura seu nome, email, blog e uma pequena biografia de 160 caracteres.

No Pictures que vc acessa pelo Settings http://twitter.com/account/picture

Você muda sua foto de exibição. E no Design http://twitter.com/account/profile_settings você pode configurar as cores de fundo ou uma imagem de fundo.

Utilizando das palavras de outro montro da blogosfera, o Inagaki:

Digamos que o Twitter seja como uma folha de caderno com limitações de espaço. Como você só pode escrever mensagens de até 140 caracteres, é preciso ser objetivo. Porém, como em qualquer página em branco, você tem liberdade para escrever o que lhe vier à cabeça, desde fazer breves confissões sobre o seu cotidiano (”que alívio, acabei de dar a descarga!”) até compartilhar poemas e hai-kais (”escreveu Leminski: ‘confira/ tudo que respira/ conspira’”) ou relatar, tal qual um repórter com câmera na mão, os fatos que você está testemunhando naquele momento (”evitem a Marginal Tietê, um caminhão acabou de tombar na altura da Ponte Casa Verde”).

Além disso, o Twitter é também uma maneira prática e rápida de divulgar links interessantes, manter seus amigos informados sobre o que você anda fazendo ou publicar insights que lhe vêem à cabeça num determinado momento.

Pela limitação dos caracteres do Twitter, vc não pode mandar uma mensagem grande com um link de um blog muito grande. Nesse site: http://tinyurl.com/ você gera um novo link reduzido. Por exemplo:

O meu link http://arteevicio.com/barganha/300-filmes-para-ver-antes-de-morrer/

Após entrar no site http://tinyurl.com/ colar o meu link e clicar em Make TinyURL ele se fica assim: http://tinyurl.com/3mrmjj

E o que você ganha com isso? aCalma, vou chegar aí.

Eu possuo um domínio próprio. Sou dono do http://arteevicio.com/

Utilizando o twitter, eu postava mensagens a cada novo post meu no blog.

Explico.

No meu caso eu publico algo no site e vou no twitter deixar a seguinte mensagem:

confira: soldados pós-iraque [depois colocava o link do post]

Com isso, quem era meu amigo no twitter via a mensagem, achava interessante e ia ver.

Acreditem no que eu vou dizer. O número de visitas do meu blog aumentou em 1000%

Eu disse MIL por cento.

E eu só uso o Twitter para divulgar o blog há 1 mês.

2 – Vamos divulgar literatura através do Twitter.

É nesse ponto que eu quero chegar. Não vou propor desafios aqui, mas de minha parte eu garanto. Divulgar meus microcontos ou até mesmo escrever novos microcontos. Já que o limite do twitter é 140 caracteres. Surge aí um novo padrão para os microcontos. O TwitterConto. Ou o TwitterPoema. Você pode divulgar também qualquer texto pequeno, pensamento, dica. Como eu faço com as minhas mensagens. Sempre digo o que eu to pensando ou sempre deixo uma dica e o link utilizando o gerador do http://tinyurl.com/

Inovem, criem. TwitterConto, TwitterPoema, TwitterPensamento, TwitterDicas.

Criem seus twitters, digam o que estão fazendo. Mandem mensagens, conheçam pessoas, divulguem suas letras. A internet exige praticidade e rapidez. Vá no seu twitter, digite uma mensagem para alguém, mande um aviso, declare-se, conte piadas.

Você pode fazer tudo até mesmo pelo celular. Saiba mais aqui: http://www.interney.net/?p=9761875

Forte abraços e contem comigo para qualquer dúvida! Tenham calma, o Twitter parece complicado, mas lembrem-se que o orkut também era complicado quando vocês fizeram os seus.

Aproveitando…não deixem o blog do bar jogado no lixo. Acesse, leia e comente:

Deu trabalho pra construir isso tudo. http://www.bardoescritor.net/blog

Em breve o novo visual do ezine.

Fui!

Quando escrever errado pode não ser tão ruim

Eu era criativo. Falava, discorria, dissertava. Era tudo caprichado. As linhas preenchiam ao mesmo tempo a folha e a mim. As palavras me davam a energia e o ânimo que eu precisava até mesmo para continuar escrevendo e preencher cada vez mais e mais minha vida. O coração pulsava num ritmo tão acelerado quanto o rabiscar da folha em branco ou o bater dos dedos nas teclas. Às vezes acordava desesperado em plena duas e quinze da madrugada para anotar uma idéia qualquer. Quando esquecia o que ia anotar, tratava logo de pensar em algo, pois nada justificava um salto da cama, a não ser escrever. Eu odiava ter que dormir sem registrar meu dia numa folha. Tive poucos diários, mas muito bem usados.

Meus textos eram extensos, pelo menos eu os considerava assim. Tinham densidade, lirismo - como disse - pelo menos eu os considerava assim.

Eu executava um ritual tão metódico: sentar (ou deitar), música clássica, lápis 6B, caderno comum e mil e uma idéias. Ás vezes terminava um texto ou um poema e no final não sabia explicar o que quis dizer. Simplesmente estava escrito e pronto. Certa vez li um texto sobre o escritor Paul Valéry, o qual afirmava que muitas vezes o escritor não explicava o quis dizer em determinado poema ou texto. Valéry apenas respondia que não quis dizer, mas sim fazer. A intenção de fazer é que dizia o que ele queria expressar.

É quase assim comigo, não em todas às vezes, só vez ou outra. Comecei a escrever essa crônica acreditando que a internet havia quebrado a minha rotina e prejudicado a qualidade dos meus textos. Fico com um pé atrás sempre que me vejo digitando “vc” ou coisas desse tipo. Com três anos de orkut já esqueci como escrever muitas palavras não tão usuais. Não quero imaginar como será daqui a dez ou vinte anos, quando começarem a surgir os primeiros livros escritos em linguagem de internet. Será o fim da gramática, da boa escrita ou será o início da preguiça mental? E quando da escrita passar para a fala? Questão de tempo ou questão de escolha? Eu não sei responder. Você sabe?

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