04
Oct

O homem nasce bom e a sociedade o corrompe?

O que explicaria então um garoto de 7 anos invadir um zoológico na Austrália, matar diversos animais e depois alimentar com animais vivos um crocodilo? O ataque durou cerca de 30 minutos. O menino matou pelo menos 13 animais e jogou outros para Terry, o crocodilo. Foram esses:

Dez répteis
Uma tartaruga
Quatro lagartos de língua azul
Dois dragões-barbudos
Dois diabos-espinhosos
Uma iguana de 20 anos

Durante o interrogatório o menino permaneceu em silêncio. EM SILÊNCIO. Ou seja, ele sabia que o que fez foi errado. Ele não disse “Eu estava só brincando”.

Apesar de ter sido levado à polícia, o menino não pode ser preso pois é menor de idade. Mas o diretor do zoológico, Rex Neindorf, quer processar os pais do garoto.

“Estou desolado pela idade do menino, pelos estragos que ele fez e por ninguém querer se responsabilizar”, disse o direto. E completou “Se fosse na minha época de criança, ele levaria um bom chute no traseiro, afirmou o diretor”.

Neindorf ainda disse que, durante os 30 minutos de gravação, o rosto do menino permanece u impassível.

Mas o que dizer da teoria de Jean-Jacques Rousseau?

O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe.

Em relação a pergunta feita anteriormente, será que esse menino realmente sabia que estava fazendo algo errado? A resposta é sim. Segundo o psicólogo americano Andrew Meltzoff, professor da Universidade de Washington:

Quando recém-nascidos, os bebês mamam e dormem. Aos 3 anos, andam, conversam, às vezes contam mentiras, sentem simpatia ou aversão pelos outros e têm noções de moralidade. Nenhuma outra espécie aprende tanto em tão pouco tempo. Os bebês aprendem mais nos três primeiros anos do que em quaisquer outros três anos de sua vida. Se nós adultos pudéssemos aprender tanto a cada semana, seríamos todos gênios.

As crianças aprendem o que lhes é ensinado. Agora, quanto tempo esse menino levou para se tornar um ser capaz de tirar a vida de outros seres? Você pode responder “7 anos”, mas eu digo que não. A pesquisa do psicólogo continua dizendo:

A maioria das pessoas não consegue lembrar o que se passou antes dos 3 anos. Isso é chamado de amnésia infantil. Os cientistas não sabem a causa. Talvez tenha a ver com o fato de as primeiras lembranças serem armazenadas de uma maneira pré-verbal e é difícil traduzi-las nas representações verbais que temos quando adultos.

Então em aproximadamente 4 anos, essa criança aprendeu a falar, comer sozinha, provavelmente aprendeu a escrever e…aprendeu a matar? Com quem? Com os pais? Com a sociedade? Acredito que não. O homem é capaz de tudo para alimentar suas vontades. Cabe a nós decidirmos quais serão as nossas vontades. Quem escolher ajudar o próximo, será visto como um homem bom. Quem escolher prejudicar o próximo, será visto como um ser cruel. É o contraponto entre os homens bons e os maus que formam nossa sociedade.

Para você pai e para você mãe, o site Gostei tem uma lista das 40 coisas que uma criança tem de fazer antes dos 7 anos.

Veja a lista:

1. Brincar, brincar, brincar.

2. Acampar na sala com você.

3. Ter segredos gostosos com o pai e com a mãe, separadamente.

4. Tomar banho de esguicho.

5. Plantar uma árvore ou um pezinho de feijão no algodão, dá na mesma.

6. Fazer biscoito, bolo, comida, se sujando e sujando a cozinha toda. Depois, comer aquela gororoba e ter dor de barriga.

7. E ganhar colinho. Ganhar colinho sempre, mesmo quando o colo fica pequeno. Aliás, existe colo pequeno? Que conversa estranha… Colo é colo!

8. Ter uma festa de aniversário legal – isso não tem nada a ver com gastar dinheiro e, sim, com reunir a família, comemorar e estar feliz.

9. Esperar o coelho da Páscoa. E ver as pegadas dele no chão…

10. Viajar “sozinho” – com os amigos, a escola, o acampamento…

11. Esperar Papai Noel chegar. E entender que aquele presente escondido no armário dos pais é outra coisa, nada a ver com Papai Noel.

12. Fazer misturinha. Sabe o que é? É poder, quando ir ao restaurante, misturar no copo de água tudo que aparecer na mesa: a bebida dos outros, açúcar, sal, pimenta, azeite, farelo de pão…

13. Ir para a escola, ser alfabetizado.

14. Ficar deitado na grama vendo estrelas e o desenho das nuvens

15. Escrever na parede – e levar bronca. Faz parte, mas uma coisa não invalida a outra.

16. Aprender a amarrar o tênis. E se sentir importante por causa disso.

17. Sentir-se importante. Porque, de fato, é.

18. Inventar história. Em todos os sentidos. Inventar.

19. Aprender a comer o básico. Porque o básico é básico.

20. Dormir bem e na hora. Em silêncio, limpinho, na própria cama.

21. Ir dormir tarde de vez em quando, porque é uma delícia.

22. Dormir na cama da mãe e do pai e fazer farra ou esticar a preguiça.

23. Faltar na aula sem motivo, num dia de chuva, por exemplo, e ficar em casa de pijama, brincando.

24. Ir à escola e aprender. Aprender até que faltar na aula é um prejuízo danado…

25. Fazer uma viagem pra longe. Disney. Esquiar. Acampar. Pantanal. Mudar de ambiente. Sonhar, delirar.

26. Descobrir que voltar pra casa é muito bom. E que nossa casa é um mundo, o universo.

27. Aprender a nadar, andar de bicicleta, ficar em pé no balanço.

28. Ter tido, estar pensando em ter ou ter freqüentado uma casinha na árvore. Vale só desejar, também. Aliás, desejar é muito bom, sempre. Motiva.

29. Ter ido a um concerto ou a um balé clássico ou uma ópera. E a um show de rock e a muitas e muitas e muitas peças infantis.

30. Fazer um espetáculo. Aquele de balé, do final do ano. Aquele da escola. Um show com os amigos, improvisado. Valem todos.

31. Ter coleção. De revista, de figurinha, de meleca, de mosquito morto, de minhoca, de carrinho, o que for.

32. Fazer besteira e não contar pra ninguém.

33. Dormir na casa dos avós, curtir com os avós, aproveitar os avós.

34. Ter medo e correr pro colo do pai e da mãe. E descobrir que, assim, o medo passa.

35. Aprender a comer comida japonesa ou thai, ou qualquer uma, assim, “diferente”.

36. Cantar.

37. Ter um amigão ou amigona de verdade, não invisível.

38. Ter falado o que gosta, ouvido o que não gosta, respondido o que não devia e pedido desculpa.

39. Ter conversado muito, muito, com o anjo da guarda.

40. Ter sido criança. Todos os dias. Aproveitando isso. Sem ninguém atrapalhar.

Algumas fontes:

http://veja.abril.com.br

http://gostei.abril.com.br

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