
Dia 17 de março de 2008 eu publiquei o primeiro texto escrito para esse blog, era o Quando escrever errado pode não ser tão ruim que recebeu alguns comentários legais. O primeiro deles foi do Primo, um blogueiro que eu acompanho até hoje. Um mês depois o mesmo texto recebeu um comentário do Rei, que com o tempo virou um amigo blogueiro e um parceiro do blog. Mas é preciso lembrar, para quem ainda não leu o About, que o Arte e Vício existe desde 2006.
Esse blog nunca teve problemas em relação a comentários, sempre me dei bem com quem passa por aqui. No A&V prevalecem os comentários relacionados com o post, mas uma vez ou outra alguém comenta elogiando meu trabalho e isso eu preciso agradecer.
O primeiro beijo vai para a Thahy, que sempre comenta com a mesma alegria que ela passa no blog Intensidade, que eu já acompanho crescer há um bom tempo. A Thahy aparece por aqui desde o post que fiz sobre a Fernanda Takai (é Thahy, eu não pesquisei, tenho guardado na memória). É preciso registrar que o rosto daquele cara nos feeds é obra dela.
Um cara que eu admiro muito pela forma como escreve e queria deixar um abraço é o Zé. A minha musiclopédia online de novos artistas é o blog dele. Um dia quando finalmente minha banda folk vingar e tiver material gravado o primeiro cd vai pra ele.
Um mega nerd que aparece aqui vez ou outra é o Alexandre Esposito, que também virou parceiro do blog pela boa relação que tive com os comentários dele aqui e com os meus lá. Conheci o Alexandre no blog da Anica, mas essa merece um parágrafo.
Eu já declarei aqui que sou apaixonado pelo blog da Anica, não é segredo. Desde que eu sei o que é internet que leio os textos dela e é de longe a pessoa que mais me influenciou direta e indiretamente em matéria de blogs.
Um amigo (pessoal) e que (palavras dele) criou um blog por causa do A&V é o João. Participou nos comentários dos melhores posts que já publiquei e acompanhou todos os picos de visitantes online, chegando até a me mandar SMS com as contagens: 20 online Barba, agora 22, agora 25 online! Era engraçado. =D
Alguns elogios que a Andréia deixou aqui me deixaram felizes e toda forma de carinho compensa, mesmo que pela internet.
Quando eu recebi o comentário do André Miranda elogiando meu trabalho aqui no blog eu pensei: caraca, o André comentando aqui! Daí o tempo e as conversas foram rolando e hoje o Zine Acesso é parceiro do blog.
Uma das maiores surpresas chegou pelo formulário de contato. O Leo Borges do iBlogeek deixou isso: Cara, muito bom o blog, estou desde ontem me divertindo, hehehe! 22 páginas depois ele continua muito interessante, Parabéns ae, abraço! Minha cabeça explodiu com esse email.
Agradecer as palavras sinceras e que me agradaram muito do Katan quando apareceu aqui pela primeira vez.
Agora os caras que mais contribuíram e ainda contribuem para que eu continue blogando. O primeiro deles é o Rogério que me deu muito apoio com os NanoBlogs na época mais divertida desse blog. O cara é um amigão e o pai dos blogs que querem crescer.
Outro cara de extrema importância e que quase toda semana traz algumas centenas de visitas novas e também novos leitores é o Gordo Nerd. Obrigado aí gordinho. \o
E o cara que tem dado apoio aos blogs que produzem conteúdo e que agora eu faço parte é o Théo, que me permitiu fazer parte dos mega bogas AOE Blogs.
Um abraço final para os caras que, sem saber, me incentivaram a continuar blogando também: Compulsivo, FiliPêra, Nilo Thiago, Tarcízio, André HP, André Pacheco, Jéfferson, Fernando MS, Rei, Nick Ellis e entre outros que já passaram por aqui.
E finalmente deixo o meu maior beijo para a Senhora Uonderias, a maior fã desse blog e de tudo que eu escrevo.
Obrigado gente, de coração. Obrigado a todos os leitores e amigos.
Barba Uonderias.

Você pode ouvir as 13 canções que eu selecionei para o álbum fictício "A melancolia de John Frusciante" na continuação do post.
Como deu pra perceber, resolvi postar todas as colunas do blog de uma vez (perceba a numeração no título dos posts). Um novo vício da semana não sai faz tempo e olha que música é um dos assuntos que eu mais gosto de escrever. John Frusciante apareceu aqui pela primeira vez no post Óculos nerds são sempre mais legais, ganhando na eleição que fiz com a enquete “Quem melhor usa óculos nerd com estilo”. A enquete saiu do ar depois que 60 pessoas responderam.
Conheci o trabalho solo do guitarrista da banda Red Hot Chilli Peppers (RCHP) em 2004. Mal sabia eu que aquele ano ainda seria o maior e o mais produtivo na vida de John. Mais antes, vamos voltar alguns anos.
John nasceu em Nova York, em 1970 e se mudou bem pequeno para a Califórnia onde viveu o american way life regado com skate e punk rock. Aos 16 anos ele se muda para Los Angeles já pensando em seguir carreira de músico. Reza a lenda que John começou a tocar com 9 anos, mas a versão oficial aceita pelos fãs é de 11 anos. Depois de ir ao primeiro show do RCHP, ele passa a ver Hillel Slovak (o guitarrista original da banda) como um ídolo, assim os pimentas tinham um grande fã (já que na época a banda não era famosa) e que mais tarde se tornaria a base de toda a criatividade da banda.
O ano fatídico para a banda foi 1988 com a morte de Slovak. Aquele ano seria o pior e ao mesmo tempo o melhor para o grupo. Um baterista amigo de John convidou Flea (baixista do RCHP) para tirar um som (expressão para ensaiar, tocar junto ou apenas fazer barulho). A química entre o baixista e o guitarrista foi notável. Quando Flea chamou Anthony Kiedis (vocalista do RCHP) para ouvir John tocar eles decidiram que aquele garoto de 18 anos deveria ser o novo guitarrista do Red Hot Chilli Peppers. No ano seguinte (1989) o álbum Mother’s Milk era gravado, fazendo a banda entrar para o hall das maiores bandas do mundo.
O começo do quase-fim.
Depois de Sid Vicious, Ian Curtis e Kurt Cobain, o preceito live fast, die young pareceria destinado ao guitarrista. Turnês mundiais, rock e drogas atraíam Frusciante, mas a fama não o fazia feliz. Na turnê do Blood Sugar Sex Magik ele se afasta com depressão e o dilema Kurt Cobain o ataca. O sucesso e o constante assédio dos fãs fizeram o guitarrista se isolar completamente. Ele não usou uma arma para acabar logo com a vida, mas de 1992 até 1997 as drogas quase o mataram diversas vezes. Nesse período nasceram dois álbuns, Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt (1995) e Smile From The Streets You Hold (1997), os piores discos da carreira do artista. O segundo foi gravado para comprar drogas com o lucro das vendas. Anos mais tarde o guitarrista negou a si mesmo essas duas obras, pois representavam um passado obscuro que ele não gostaria que se repetisse.
Mente afetada e ainda em depressão, o final de 97 foi marcado pela decisão de largar as drogas. O ano de 98 começa com a fase da recuperação. Cirurgias de recuperação facial, substituição dos dentes que ameaçavam sua saúde devido a uma infecção letal, apoio moral e a ajuda dos amigos Flea e Anthony Kiedis reconstruíram a vida do guitarrista. Kiedis até comprou uma guitarra para o músico voltar a tocar, pois ele havia vendido todas, até mesmo a própria casa.
1999 é gravado o álbum Californication, o maior da história da banda.
O retorno e a consolidação.

Com o RHCP, Frusciante lança By the way (2002) e Stadium Arcadium (2006).
Em 2001 John se dedica a gravar água por 10 dias. O quê? Assim foi chamado o álbum To Record Only Water For Ten Days, o começo da alavanca na carreira do músico. O álbum foi gravado paralelamente ao By the way.
Voltamos então ao ano de 2004, quando John Frusciante entra na minha vida e vira não só um músico a quem eu me decido a ouvir, JF virou um estilo de vida (se me permitirem falar assim). Além da banda Ataxia, projeto com Joe Lally e Josh Klinghoffer (um misto de experimentalismo, psicodelismo e outras viagens,) no último semestre daquele ano, aqui no Brasil não se comentava tanto, mas nascia uma das melhores coletâneas de discos que só 2 anos depois eu possuiria completa. Frusciante grava 6 álbuns épicos em carreira solo, um boom de criatividade que até hoje não vi se repetir com tamanha maestria e genialidade. Shadows Collide With People se tornou objeto de análise, músicos em todo o mundo estudavam suas canções e o youtube se encheu de vídeos com interpretações cover de Every Person e Ricky, duas incríveis canções. Assim como o álbum Curtains que carrega Anne e The Past Recedes, verdadeiros hinos.
- Shadows Collide With People
- The Will To Death
- The DC EP
- Inside Of Emptiness
- A Sphere In the Heart of Silence
- Curtains (lançado em 2005, mas como eu disse, gravado em 2004)
Esse último álbum citado foi onde John mostrou mais intensamente sua melancolia. Eu acredito que as mais belas canções são tão bem as mais tristes. E foi com sua voz em primeiro plano, violões e um piano que ele mostrou como fazer um álbum que merece ser citado com um dos melhores dessa década.
Durante seus quase 40 anos (completa 39 dia 5 de março desse ano), John foi músico, poeta e pintor. Suas canções contém um lirismo totalmente diferente do que ele faz no RHCP. Veja aqui suas canções traduzidas.
Você me leva pela mão
Uma mão é tudo o que eu sinto agora
Isso é tudo o que sou
Isso é tudo o que eu sou
Você acha que eu sou um homem
Eu imploro para diferir
Por eu ser ela mais do que eu sou eu
Você sabe que esse momento com o tempo
É a minha vida inteira
Todo dia é cada dia que é passado
Toda pessoa viva é todo mundo que está morto
Um navio distante
Está aqui se eu desenhá-lo
Multiplicando o tempo por deixá-lo seguir
Você pinta uma estrela
Você concedeu há muitos anos atrás
Vida nova e isso foi apreciado por isto
Você sabe que esse momento com o tempo
É a minha vida inteira
Todo dia é cada dia que é passado
Toda pessoa viva é todo mundo que está mortoEvery Person (tradução)
John Frusciante
No fim desse mês sai o novo álbum, The Empyrean. Os álbuns de John chegam a ser completamente diferentes entre si. Não tenho idéia do que vem por aí. O cara que um dia gritou Life is so saaaaad, life is sooo saaad em uma canção ou:
Á todos os homens:
Vocês não precisam de ninguém
Apenas aguentem firme até o final
E você não tem que mesmo que parecer estar bemAscension (trecho traduzido)
John Frusciante
Bem que ele poderia aparecer com o mesmo otimismo de outras canções: “I feel the hope running low”.
A seguir ouça uma por uma das 13 canções que eu selecionei para o álbum fictício A melancolia de John Frusciante e o link para baixar o pacote com todas as músicas se encontra no final do post.

Nos filmes de natal, esses da Sessão da Tarde, aparece um cara gordinho e com barba branca. Normalmente os filmes são nas grandes Metrópolis então imagine casas decoradas, árvores de natal gigantes e luzes coloridas por todas as ruas. Ningúem acredita que ele é o Papai Noel, apenas a criança que faz a personagem infantil principal. O filme inteiro você que assiste sabe: esse homem é realmente o bom velhinho e no final todo mundo vai ficar sabendo.
O mote normalmente é A mágica do natal que explica como ele consegue deixar os presentes no tempo certo, como as renas voam e blá blá blá. No desenrolar do filme você conhece os duendes (elfos?) que trabalham para o Papai Noel. Eles são os mais engraçados, muitos são desastrados.
Mas o que ninguém explica é…
- No roteiro, é comum provarem que aquele senhor é de fato o Papai Noel exatamente no dia 24 ou perto da meia-noite do dia 25, já notou?
- Os pais nunca acreditam que aquele senhor é o Papai Noel, mas como explicar no anos anteriores quando as crianças recebem os presentes? Será que nenhum pai vê aquela caixa embrulhada na manhã do dia 25 e pensa: que diabos de presente é esse?
- Se os duendes (elfos?) são tão engraçados, desastrados, como podem trabalhar numa fábrica de brinquedos? Fabricando carros de controle remoto, video games, etc. Por favor Papai Noel, contrate profissionais.
- Quando vão lançar um filme com o Papai Noel lendo emails?
- Digamos que uma criança receba presentes até 8 ou 9 anos, o que explica os pais delas não acreditarem em Papai Noel se eles também receberam presentes quando criança?
- Porque não seguem o Papai Noel com caças ou jatos pra saber onde ele mora?
Ok, esse texto foi escrito enquanto eu espero as visitas chegarem para a ceia. Uma forma de diferente de dizer Feliz Natal para todos que visitaram o Arte e Vício esse ano e para os blogs amigos que vez ou outra passam por aqui.
Feliz Natal.

Primeira e segunda parte: gadgets interessantes de fácil acesso que podem ser comprados no Mercado Livre.
Um único ítem. Nada de gadgets dessa vez. A minha última sugestão é o livro: Life of the Party: A Visual History of the S. S. Adams Company.
S.S. Adams foi o mentor de muitas das mais populares armadilhas de brinquedo, ou seja, kits para fazer pegadinhas com os amigos. Seus produtos fizeram fama no cinema, nos desenhos animados, quadrinhos, etc. A campainha de mão, a meleca do “quem fez isso?”, o charuto explosivo e centena de outros. Os tesouros da nostalgia estão nesse livro, que é recheado com as ilustrações de Louis M. Glackens, o caricaturista que Adams contratou para dar vida a todos os seus protudos.

Um pouco da história de Adams.
Em 1906 Adams descobriu a existência de uma substância química potente chamada dianisidina e começou a sua comercialização em pequenos frascos etiquetados “Cachoo Sneezing Powder“ (a empresa foi originalmente chamado de “Cachoo Sneeze Powder Company“). O pó era tão poderoso que você poderia deixar todas as pessoas espirrando dentro de uma sala simplesmente soprando através de um buraco de fechadura ou de uma rachadura em uma porta.
Enquanto Adams ficava ocupado explorando a dianisidina tentando transformá-la no pó da risada, os alemães estavam do outro lado do Atlântico criando armas químicas com a substância para usar nas trincheiras dos seus inimigos já que o pó químico também inibe a respiração. Felizmente para Adams, ele teve ótimos 35 anos antes de decidirem que a dianisidina não era tão inofensiva como declarava seu rótulo e acabaram por proibir a comercialização. Nessa altura, Adams havia construído um negócio com todo o dinheiro e ele já tinha feito uso dele para criar outros inúmeros itens, alguns deles tão bem sucedidos, se não mais, do que o pó do espirro.

O segredo de Adams
Questionado certa vez sobre seu segredo e como criar um ítem que fosse novidade e transformá-lo em um sucesso, Adams disse:
A melhor maneira é trabalhar com um objeto absolutamente normal e que você deseje a presença dele por toda a casa.
Isso não explica muito, mas o objeto em questão na época era o hype em cima da Snake Nut Can. A cobra na lata de comida tão famosa nos desenhos animados.

Reza a lenda que por volta de 1915, Adams tinha o hábito de deixar a tampa das latas desenroscadas. Sua esposa gostava disse e começou a verificar a tampa para pegá-lo em um ato de negligência. Foi quando Adams fez a sua primeira pegadinha da cobra com fios, tecidos e um bobina. O resto é história e não pode ser comprovado, mas afirma-se que quando as quatro “serpentes” pularam para fora da lata em cima de sua esposa, ela soltou um grito tão alto que no mesmo instante Adams soube: ele havia criado um novo clássico.
O livro pode ser comprado diretamente no site.
Os kits são vendidos até hoje para diversão de adultos e crianças. As embalagens parecem estar paradas no tempo. Lembrando visuais e estilos de décadas passadas. Nostalgia pura nos produtos.
Veja mais imagens da coleção.

Um post com vídeos engraçados, crítica mal-humorada e desfecho sem explicação. A pseudo-receita da fama.
Antes de escrever um post eu sempre tenho medo do título que ele vai ter, esse é um deles.
Se você gosta de algum quadro de humor em qualquer programa desses, se gosta de algum vídeo engraçado no youtube, cuidado! Ele pode ser mais uma obra da Tv Carbono. Eu cansei de ver gente se dando bem com a criação alheia. Nesse texto sobre o CQC eu mostrei que o programa é bom, mas nem tão bom assim quanto o original argentino. Porque sempre alguém tem que repetir “fórmulas de sucesso“? O que está vingando sempre é copiado
Quando conheci o Zenas Emprovisadas e o Improvável (Cenas Improváveis) eu pensei, “o que mais eles vão copiar, meu Deus?” Vou explicar. Em 1988, no Canal 4 da tv britância, surgia um programa inovador, um programa sem roteiro e sem ensaios, um programa feito de improvisos, onde o que importava eram as sugestões da platéia. Um programa que jamais se repetiria no outro dia, afinal eram cenas criadas e encenadas naquele mesmo instante para aquele único momento. Era o Whose Line Is It Anyway, um game-show no qual os convidados tinham que fazer improvisações de comédia dirigidas pelo apresentador do programa. Se estendeu até 98, quando a tv amerianca ABC Family comprou os direitos e transformou em uma série de comédia com uma versão americana e outra britânica. Durou até 2006.
E para quê essa raiva toda das versões brasileiras? Mas quem disse que são versões? São copias. Dando uma olhada no site Zenas Emprováveis, você encontra a explicação do programa:
O projeto Zenas Emprovisadas (Z.É.) é em sua essência um espetáculo de humor.(…)
(…)Por se basear na improvisação, nunca se repete e interage com o público, que se sente parte integrante do espetáculo(…)
No site, de uma maneira bem escondida e só para os que realmente gostam de ler (tá, exagerei), você vai encontrar depois de ler todos os menus do site a história de como surgiu a “idéia“:
Ficamos de blábláblá até às três da manhã, quando, indo comer no Bobs, alguém falou “a gente podia esquecer tudo isso e fazer um negócio que nem Whose Line Is It, Anyway? (…) Reiniciamos a reunião, eu carreguei meu caderno para a Lanchonete, mostrei o projeto pra eles e dei as folhas para o Rafael Queiroga (que em seguida as queimou como se de um crime fossem provas) para que ele batesse o projeto definitivo. Escolhemos os jogos, e começamos a treinar.
Assim nasce uma cópia perfeita(ou não) e os caras vão levando numa boa, fazendo o trabalho e ganhando dinheiro. Muito dinheiro! Sim, pois depois que a Globo descobriu o Stand-up Comedy esse ano, agora todo mundo quer ser humorista. Todo mundo sai exagerando fatos do cotidiano, transformando em texto e subindo no palco. Você pode dizer que boa parte da programação na tv brasileira é fruto de cópias descaradas, claro, mas quem disse que esquetes de teatros também não são?

O Improvável também tem um site (no fim do post eu deixei os links) com a agenda de shows e explicando como surgiu o espetáculo.
Criado, produzido e encenado pela Cia. Barbixas de Humor, o espetáculo “Improvável” é um projeto de humor baseado em improvisações no qual a platéia tem fundamental importância para criação das cenas. O espetáculo tem muita influência do programa “Whose Line is it Anyway?”.
Criado é o escambal, tanto o Z.É como o Improvável são cópias feitas depois dos anos 2000. O espetáculo Z.É foi o pioneiro aqui, ganhando até o Prêmio Shell de Teatro em 2004. Já o Improvável com menos de um ano já é um dos espetáculos de improvisação mais conhecidos no Brasil, graças ao Youtube e ao Rafinha Bastos (lê-se Homem-Youtube) chamado para ser uma espécie de apresentador.
Vamos para o que interessa, assista e compare:
Confesso que são poucos os desenhos de hoje que eu indicaria para meu filho assistir, claro, se eu tivesse um. Mas são incontáveis os que eu indicaria para ele assistir das décadas anteriores. Esse post é destinado aos que não conhecem e aos que viveram os anos 80 também.

Mas antes, um apanhado do que seria a programação HOJE.
Até o início dos anos 2000 os desenhos eram mais freqüentes e interessantes, mas na programação infantil atual da TV brasileira eu descartaria quase tudo. Com exceção dos Simpsons (citado no post anterior), por um gosto pessoal. Também considero o novo Pica-pau muito bom, pois não desaponta e nem desmerece a história do desenho. Poucos são as continuações ou novas versões que agradam o público. O novo Power Rangers não se compara ao primeiro. Os novos Pokémons não se comparam à origem do desenho. Até mesmo aqueles Digimons leia-se imitando pokemóns foram melhores no começo (mesmo com a louca da Angélica querendo digienvolver na abertura do desenho).
O que mais me surpreendeu nessa grade de programação Record/Globo/SBT foi o seriado Everybody Hates Chris. No mesmo esquema de Anos Incríveis (Wonder years), que na minha opinião possui o melhor roteiro de toda a história da televisão, o seriado Todo mundo odeia o Cris merece atenção. A série, que retrata os anos 80, se diferencia bastante dos outros sitcoms americanos pelo fato de não apresentar risadas gravadas e por ter um cenário mais realista.
Dos anos 80, tenho meus desenhos favoritos:
O que explicaria então um garoto de 7 anos invadir um zoológico na Austrália, matar diversos animais e depois alimentar com animais vivos um crocodilo? O ataque durou cerca de 30 minutos. O menino matou pelo menos 13 animais e jogou outros para Terry, o crocodilo. Foram esses:
Dez répteis
Uma tartaruga
Quatro lagartos de língua azul
Dois dragões-barbudos
Dois diabos-espinhosos
Uma iguana de 20 anos
Durante o interrogatório o menino permaneceu em silêncio. EM SILÊNCIO. Ou seja, ele sabia que o que fez foi errado. Ele não disse “Eu estava só brincando”.
Apesar de ter sido levado à polícia, o menino não pode ser preso pois é menor de idade. Mas o diretor do zoológico, Rex Neindorf, quer processar os pais do garoto.
“Estou desolado pela idade do menino, pelos estragos que ele fez e por ninguém querer se responsabilizar”, disse o direto. E completou “Se fosse na minha época de criança, ele levaria um bom chute no traseiro, afirmou o diretor”.
Neindorf ainda disse que, durante os 30 minutos de gravação, o rosto do menino permanece u impassível.
Mas o que dizer da teoria de Jean-Jacques Rousseau?
O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe.
Em relação a pergunta feita anteriormente, será que esse menino realmente sabia que estava fazendo algo errado? A resposta é sim. Segundo o psicólogo americano Andrew Meltzoff, professor da Universidade de Washington:








