Mar 28

demolição

Ela dormia todos os dias com o barulho dos martelos. Na primeira semana não se queixou, afinal poderia ser uma construção ou uma reforma. Mas o tormento já durava um mês, desde que chegara o novo vizinho no apartamento de cima.

Uma vez subiu as escadas em direção ao sexto andar, de onde vinha o barulho, e gritou para que o recém-chegado parasse com as malditas marteladas. Ninguém deu atenção ao pedido, ela subiu para falar pessoalmente com o responsável pelas noites mal dormidas. Descobriu que o vizinho era um artista-plástico e estava trabalhando em uma escultura enorme de madeira que chamou de “Cavalo de Tróia”. O artista explicou que seu trabalho ainda iria demorar mais três semanas e essa seria sua obra-prima. A vizinha parecia conformada.

No outro dia o artista chegando ao seu apartamento após o emprego de garçom, ouviu um som muito mais forte e estridente que suas marteladas. Olhou pela janela e viu um enorme guindaste quebrando a parede da vizinha de baixo. Ela havia resolvido ser uma artista plástica também. Seu trabalho de estréia chamava-se “O prédio em demolição”.

 

 

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Mar 26

Rafinha, vencedor do BBB 8

“Muito obrigado…Eu tô rico”, foram as primeiras palavras de Rafinha, vencedor do BBB 8 com 50,15% dos votos. O “brother” foi o último a entrar na casa, nas vésperas da estréia do programa substituindo um desistente. Durante toda a edição do programa, o sortudo apenas ganhou:

  • 3 carros

  • 3 computadores

  • 1 moto

  • 1 passeio de helicóptero pelo Rio de Janeiro

  • 1 par de passagens aéreas

  • Mil reais

  • A possibilidade de assistir a um jogo do Palmeiras

  • 1 ingresso para o show de Roberto Carlos num cruzeiro… [que deu para o Marcelo]

  • E o grande prêmio de R$1 milhão

E pasmem! Assim que sair da casa, Rafinha já pode pensar na turnê que fará com sua banda Mipt que é a mais nova contratada da Sunshine Entertainment. Além de Rafinha, fazem parte do trio de músicos: Felipe Campos (baixista) e Nando (baterista).

Considerações finais:

famoso + rico + tem uma banda + bonito + tem carisma = vai pegar GERAL a mulherada, beijos :call:

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Mar 25

O violino mais caro do mundo foi tocado em público pela primeira vez após 70 anos, em Moscovo, na Rússia. O instrumento foi construído em 1741 pelo italiano Giuseppe Guarnieri e vale cerca de 2 milhões e meio de euros. O concerto foi restrito a uma platéia escolhida pelo milionário dono do instrumento. Foram tocadas obras de Bach e Mozart, interpretadas pelo violinista israelita Pinchas Zukerman.

O curioso é que ao se falar em violinos raros ou que valem milhões, o primeiro pensamento de muitos seria o Stradivarius, uma das mais famosas marcas de instrumentos de corda do mundo, fabricado pelo luthier Antonio Stradivari. Mas lembrar de um Stradivarius é a reação mais comum, pois em fevereiro de 2006 a Folha publicou a matéria Stradivarius pode ser instrumento mais caro do mundo.

Pinchas Zukerman

Esse ser risonho aqui ao lado é o violinista Pinchas Zukerman.

Sinceramente? Ninguém me disse que o Otávio Mesquita tocava violino. :doh:

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Mar 22

clique e veja ampliada

Ontem, 21 de março foi a estréia do filme I’m Not There aqui no Brasil.

Eu não me atreveria a fazer o que o diretor Todd Haynes fez nesse filme inspirado na vida de Bob Dylan. Colocar SEIS atores pra fazer o mesmo personagem em épocas não tão distantes uma da outra foi uma idéia, pra mim, um pouco exagerada. Eu devo ter algum problema em aceitar alguém interpretando tão mal o Dylan, não sei se por eu ser muito fã ou se por eu ser paranóico, mas…

Eu li na Terra um comentário até interessante:

Não Estou Lá, cinebiografia de Bob Dylan, passa longe do convencionalismo do gênero. O longa tenta ser tão inventivo, complexo e camaleônico quanto o músico, reinventando-se a cada cena.

 

Sinceramente?

O Richard Gere ficou muito parecido com o Maurice Gibb.

O Christian Bale parece o Tom Waits imitando o Johnny Cash.

O Heath Ledger deve ter ficado muito orgulhoso em parecer o Heath Ledger.

E a Cate Blanchett até fazendo uma fase do Dylan eu ainda pegava. :whi:

Explicando agora a viagem do diretor:

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Mar 17

Eu era criativo. Falava, discorria, dissertava. Era tudo caprichado. As linhas preenchiam ao mesmo tempo a folha e a mim. As palavras me davam a energia e o ânimo que eu precisava até mesmo para continuar escrevendo e preencher cada vez mais e mais minha vida. O coração pulsava num ritmo tão acelerado quanto o rabiscar da folha em branco ou o bater dos dedos nas teclas. Às vezes acordava desesperado em plena duas e quinze da madrugada para anotar uma idéia qualquer. Quando esquecia o que ia anotar, tratava logo de pensar em algo, pois nada justificava um salto da cama, a não ser escrever. Eu odiava ter que dormir sem registrar meu dia numa folha. Tive poucos diários, mas muito bem usados.

Meus textos eram extensos, pelo menos eu os considerava assim. Tinham densidade, lirismo - como disse - pelo menos eu os considerava assim.

Eu executava um ritual tão metódico: sentar (ou deitar), música clássica, lápis 6B, caderno comum e mil e uma idéias. Ás vezes terminava um texto ou um poema e no final não sabia explicar o que quis dizer. Simplesmente estava escrito e pronto. Certa vez li um texto sobre o escritor Paul Valéry, o qual afirmava que muitas vezes o escritor não explicava o quis dizer em determinado poema ou texto. Valéry apenas respondia que não quis dizer, mas sim fazer. A intenção de fazer é que dizia o que ele queria expressar.

É quase assim comigo, não em todas às vezes, só vez ou outra. Comecei a escrever essa crônica acreditando que a internet havia quebrado a minha rotina e prejudicado a qualidade dos meus textos. Fico com um pé atrás sempre que me vejo digitando “vc” ou coisas desse tipo. Com três anos de orkut já esqueci como escrever muitas palavras não tão usuais. Não quero imaginar como será daqui a dez ou vinte anos, quando começarem a surgir os primeiros livros escritos em linguagem de internet. Será o fim da gramática, da boa escrita ou será o início da preguiça mental? E quando da escrita passar para a fala? Questão de tempo ou questão de escolha? Eu não sei responder. Você sabe?

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Mar 02

radiohead

O Radiohead não aceitou tocar no festival Glastonbury, o maior festival de música do mundo a céu aberto.

Thom Yorke alegou que o festival não se preocupa com o impacto ambiental que provoca. Ele afirmou que o Radiohead está tentando tocar em lugares com transporte público adequado, pra evitar a circulação de carros fora do normal durante a realização do show.

O vocalista ainda brincou dizendo que o festival já está farto da presença da banda.

 

Em nota: quem pode, pode!

 

 

 

 

 

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